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Resisdência

bola quadrado
“…pensar em liberdade permite coisas que não é possível quando se está sempre no registo meios-fins”, Dina Mendonça, filósofa e participante da Resisdência 

Resisdência joga com as palavras Residência-Resistência-Resiliência e pretende ser um espaço-tempo de liberdade e experimentação artística. Trata-se de uma Residência Artística na qual criadores de várias áreas – nomeadamente da dança, teatro, música, artes visuais, cinema e uma filósofa – se juntam para partilharem práticas artísticas e refletirem sobre formas de trabalho mais sustentáveis para si, as suas estruturas e os seus públicos. 

 Nos tempos que correm, onde as instituições culturais concedem pouco tempo para a investigação, Resisdência procura suspender temporariamente o “modo de produção” para ativar o “modo de ser”, criando um momento não institucionalizado orientado para o fazer e estar junto, sem o objetivo de criar produtos ou objetos finais.  

 O desejo de impulsionar esta partilha colaborativa nasceu através projeto 10×10 do Programa Descobrir da Fundação Calouste Gulbenkian, no qual participaram os artistas António-Pedro e Maria Gil, coordenadores da primeira edição da Resisdência em 2021, que teve lugar em Montemor-o-Novo e contou com o apoio d’O Espaço do Tempo. A segunda edição, em 2023, decorreu em Montemor-o-Velho, apoiada pelo Citemor – que também acolhe o projeto no ano de 2024.

Numa lógica de horizontalidade e rotatividade, o projeto foi coordenado por António-Pedro e Simão Costa em 2023 e em 2024 será coordenado por Aldara Bizarro e Simão Costa. 

Entre as duas edições a Resisdência acolheu Aldara Bizarro, António Jorge Gonçalves, António-Pedro, Dina Mendonça, Gonçalo Alegria, João Girão, João Miller Guerra, Joana Braga, Margarida Mestre, Maria Gil, Ricardo Jacinto, Sezen Tonguz, Simão Costa, Sofia Cabrita e teve como convidada Maria de Assis em 2023.